AMIGOS de ANDRÉ MUSTAFÁ

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Produtor de Eventos


O Diretor Teatral André Mustafá, realiza produções das mais diversas, permeando universos do teatro, musica, artes-plásticas, moda, congressos, concursos, etc.
Maiores informações: www.comics.art.br
E-mail: artemustafa@gmail.com
Ou pelo telefax: (71) 3384-2939

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Máscaras e identidades


Máscara – Teatro e Tatuagem
Tanto o teatro como a tatuagem tem em sua origem no ritual, que promovem a sacralização do espaço, do corpo e dos objetos sagrados; aqui nasce a máscara, um objeto inicialmente sagrado, com uso exclusivo dos iniciados (sacerdotes), para a representação do divino na terra. Estes mesmos sacerdotes, encontrados até hoje em diversos locais do mundo, preparam todo o espaço para a comunicação com o divino e preparando também o seu corpo (universo individual) pintando, riscando e/ou grafando com pigmentos as cores especificas de sua comunidade e de sua individualidade. Nasce com este sacerdote, o que mais tarde será chamado de performer, em que toda essa elaborada crença no corpo e no espaço será para interpretar o universo e seus infinitos deuses, que por meio deste sacerdote (ou artista performático), terá uma relevância importante para a sua comunidade, reinterpretando seus signos no dia-a-dia sendo em sua essência a Arte o eixo motriz destas antigas comunidade. Criando aqui mais nitidamente o espaço do aprendizado por meios da interpretação da natureza e seus elementos mágicos e artísticos, unindo em um mesmo pensamento discípulo e mestre. Nasce aqui o corpo no centro da cena, ou no centro da arena falando de forma própria, singular e plural.

A Oficina
A Oficina de Máscaras (MÓDULO I)é distribuídas em aulas teóricas e práticas. Aprofundará assuntos referentes à história da máscara a partir da Grécia ao Renascimento europeu; como e por quais grupos artísticos e religiosos desta região foram usadas: meios e fins. Dos rituais dionisíacos à comédia dell´arte. A prática da Oficina contribuirá diretamente em processos técnicos de luz, sombra, cor, volume e forma; elaboração de moldes em gesso e a extração da máscara em papel, agregando em sua composição também materiais reciclados. No final da Oficina, o inscrito terá confeccionado uma máscara com referencias da história apresentada em aula e de suas relações e inter-relações com o cotidiano; incentivando assim ao processo critico-criativo do inscrito com a máscara elaborada (obra de arte).

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Poesia e Gravuras


Durante 20 anos, André Mustafá vem realizando inúmeras gravuras de nanquim. Os temas são variados permeando desde mitos gregos, hindus e africanos à personagens do cotidiano e da política brasileira. Entretanto o que revela essas gravuras é a imensa potencia criativa e inquietação de Mustafá frente a sua vida:

"Minha pátria está dentro de mim.
Que lógica devo despertar para
impedir que a ignorância e a cegueira
do ego desperte e ultrapasse
as muralhas do meu templo?

Minha pátria tem uma respiração própria.
Achar o ritmo dela é
encontrar na vida engaiolada
o tempo certo para a realização de cada ação.

Minha pátria tem tudo que preciso.
Devo encontrar nas gavetas do meu templo
cada objeto precioso e
não deixá-lo empoeirar.

Minha pátria está dentro de mim".
ANDRÉ MUSTAFÁ

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O artista-plástico André Mustafá


Com a técnica de carvão e pastel seco, André Mustafá expõem sua série de desenhos por diversos locais do Brasil e interiores da Bahia revelando uma das inúmeras faces das crianças nas ruas de Salvador. Em sua exposição, Mustafá tem referencias direta da arte impressionista que foi um movimento artístico que surgiu na pintura européia do século XIX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet. Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos da academia. A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da natureza. Assim se revelam as obras de Mustafá, sem a utilização de pincéis, melando as próprias pontas dos dedos, e grafando no papel, as faces de cada individuo visto nas ruas de Salvador; homens, mulheres, crianças. Toda uma geração vivendo nas ruas. No entanto Mustafá não se desconecta com a Arte Teatral e faz de cada pintura uma cena do cotidiano pronta para saltar aos olhos do espectador e indicar aos mesmos um espaço apocalíptico para uma crítica urbana.