ART - EDUCATION - RESEARCH

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MOSTRA FINAL TEATRO


A Secretaria de Cultura de São Paulo, com o Programa Vocacional realizou a Mostra dos vocacionados de teatro dos CEUS, Rosa da China, Três Pontes e Sapopemba no ultimo dia 15 de outubro. Foram mais de quarenta jovens em cena que puderam expor seus experimentos, seus corpos, suas falas, olhares, toques, silencio... Suas relações... Seus desejos!!!!!!!!


 A cena tomava texturas múltiplas e o calendoscópio de cores ia se ampliando e multiplicando suas matizes. O que estava em jogo, mais do que um produto teatral, foi suas estratégias de organização antes, durante e depois da cena: a chegada no espaço para os últimos ajustes com ensaios direcionados, aquecimento de corpo e voz, novas marcações de luz e som com os técnicos, entradas e saídas com objetos de cena, organização dos camarins, maquiagem, figurinos... e muita respiração, transpiração e ação!!!!!!!!!!


 Como revelar ao publico com outras formas de comunicação o que tanto pensaram e ensaiaram fora do palco? Chegou a hora de saber!!!!! Seus processos, coletivos e individuais, foram para a cena e tomaram corpos distintos, volumes, galoparam e a cada passo de suas interações com o publico iam sentindo os infinitos bate-bola que tudo isso criava e se recriava em torno da luz, espaço e do tempo. É provável que nem agora tenhamos consciência das inúmeras explosões que provocamos e fomos provocados. Só o Tempo dirá.


Fazer teatro é mais do que está em cena, é o convívio diário com outros seres e objetos, que se reagrupam por afinidade sensorial e constroem um outro laço conceitual dos signos que sustentam a palavra e a atitude de estar junto: em família. Aqui a figura do pai tentou pousar diversas vezes na mão do Artista Orientador, pois ele direcionamava com disciplina os horários de chagada e termino dos encontros, os aquecimentos corporais, a concentração, a ultima palavra ou a palavra dita "certa"... isso tudo foi sendo desfeito e sendo redistribuído junto aos outros membros. O papel do Diretor de Teatro ou do Professor não fazia sentido ser depositado em uma só figura. A mãe, pousava ténue no mesmo Orientador, trazendo o carinho do abraço, aperto de mão, do olhar cheio de afeto, mas da palavra sincera e sem atrasos. Nada (com essa mãe) virou "bola de neve"! Tudo era posto na mesa e todos contribuíam e partilhavam do que era e do que deveria ser ou do que nunca deveria ter sido!!! Muitas alegrias com nossos tombos, isso é o que foi. Assim a mãe foi também sendo repartilhada em pedaços específicos junto aos membros e todos de seu jeito peculiar chamava atenção do outro sobre as faltas, os atrasos, a piada fora de hora, mas também do abraço, do bom dia, do boa tarde, da elegância de estar em conjunto por um fim maior: o do descobrimento interior. Viva nossa verdadeira pátria!!!!!!!! 


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

VIDEO VOCACIONAL

Esse vídeo documenta a segunda parte do trabalho desenvolvido pelo Artista Orientador André Mustafá, no Programa Vocacional da Secretaria de Cultura e Educação de São Paulo. As Imagens são da unidade do Centro de Estudo Unificado CEU Rosa da China, no bairro de Sapopemba, zona leste, na qual Mustafá foi designado para as orientações junto a esses jovens vocacionados.




Aqui os vocacionados experimentam algumas técnicas de teatro para a construção e abordagem de cenas com teor trágico. Exercícios que fazem "acordar" elementos corporais e vocais que possibilitam a cada um, de sua forma particular, se expressar com raiva, ódio, desprezo, violência, rancor e com um silencio cheio de gritos. O olhar fixa com mais vigor o parceiro de cena de certa forma transforma-se em adversário de maneira que todos fertilizam o solo da cena com seus medos mais profundos. Um ajudando o outro a se revelar! As improvisações tomam corpo autônomo e se reescrevem de maneira muito natural no tempo e no espaço, permitindo a reflexão pratica do fazer artístico.






Ser um adversário é intuir o outro no campo das adversidades e nada mais contraditório do teatro que a estabilidade. Assim o Artista Orientador traz a problemática e não a solução, para que os vocacionados possam desatar os nós ou refazê-los ainda mais endurecidos e tensos. Não importa aqui ter a experiência hollywoodiana do final feliz; pouco importa se conseguem sair dos labirintos que eles mesmos se colocam. Mas como fazem para travar diálogos potencialmente ricos que os fazem viver (cenicamente) nos estado trágico. A tragédia é reveladora!





As cenas desenvolvidas foram filmadas e posteriormente analisadas pelos vocacionados surpresos de suas habilidades criativas. Os vocacionados, por meio da ferramenta videografica, observaram o fazer teatral não só pela palavra falada, mas pela pausa onde a intervenção do olhar, da respiração, do gesto quase imperceptível... Tornaram presente e condensado o trabalho do interprete do corpo e da voz. O território do sensível, e suas inúmeras escrituras dramáticas, se espalhavam para alem do palco, da fala articulada, do gesto obvio e invadia os campos invisíveis que a platéia recriavam em códigos.




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

MOSTRA VOCACIONAL


VEEEENHA!!!!!!!!!! Esse é o título da Mostra do VOCACIONAL TEATRO, que reunirá no próximo dia 15 de outubro jovens vocacionados dos Centros de Educação Unificados (Rosa da China, Sapopemba e Três Pontes). São mais de cinquenta jovens na faixa etária de 15 à 45 anos que estarão no palco explorando, expondo e pesquisando as inúmeras formas e conteúdos de se inscrever no palco. O que se diz e como se diz, é o mote de discussão dos jovens intérpretes e também do bate papo que acontecerá logo após as cenas com todos que estiverem presentes neste evento plural que congrega arte, educação e cidadania.



Os jovens vocacionados estarão se reunindo na troca de saberes e sabores em uma apresentação única no Teatro Rosa da China a partir das 14 horas, deste próximo sábado, com entrada franca. Cada apresentação tem até 30 minutos de duração e Eles estarão dialogando em conjunto com a platéia as inúmeras formas de se dizer com o corpo, a voz, o espaço, no silencio, na "muvuca", em grupo ou individualmente como fazem e desejam suas expressões éticas e estéticas. 


As apresentações são: USUÁRIO NA LINHA do CEU Rosa da China, com a orientação do artista André Mustafá, que trata de temas do cotidiano na forma de monólogos e cenas curtas. DEAD MEMORY do CEU Sapopemba, com a orientação do artista Rafael Truffaut, que fala de um personagem reencontrando-se com o seu passado na busca de respostas e caminhos para o futuro e JOGOS DE IMPROVISO do CEU Três Pontes, com a orientação de Alda Maria, que revela o divertido e elaborado jogo de improvisação com temas escolhidos na hora pelo publico. 


O Programa VOCACIONAL da Secretaria de Cultura de São Paulo está fazendo dez anos e está em festa. VEEENHA!!!!!!!!!!!!! Você é o nosso convidado, chame os amigos, familiares e outros grupos de teatro, dança, musica e artes plásticas... E se divirta!!!!!!!!!!!!


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SIMPLESMENTE SURPREENDENTE


Simplesmente surpreendente!!! Depois de quase um ano de trabalho teatral desenvolvido junto ao Artista Orientador André Mustafá, os inscritos do Programa VOCACIONAL da Secretaria da Cultura SP resolvem  proclamar independência!!!

Agora já é possível ver os Vocacionados realizando seus trabalhos solos, discutindo cenas, realizando produções com uma proposição independente transbordados de criatividade e fúria que os fazem se unir não somente pelo teatro, mas pela liberdade e atitude diante de uma sociedade opacamente capitalista e dita selvagem.


Mas selvagens mesmo, são Eles que assumem definitivamente o Projeto Usuário na Linha, que eles próprios criaram. Se reúnem todo final do mês e apresentam no CEU Rosa da China, suas experiencias e vivencias estéticas; discutindo com o publico temas, questões técnicas e artísticas relacionadas.

Muitos grupos artísticos e vocacionados de diversos outros CEUs são sempre convidados a participar com cenas de até 15 minutos. Isso mesmo!!! Um dos procedimentos do Projeto são cenas curtas.

É muito possível que no futuro essa reunião de vocacionados de CEUs distintos criem possibilidade de diálogos com as gestões, ampliando os laços e compartilhando saberes e sabores na qual o maior beneficiário será sempre a comunidade.


O Programa Vocacional, da Secretaria de Cultura de São Paulo dentro do Centro de Educação Unificado: CEU Rosa da China, a extrema zona leste de São Paulo, tem tido boas repercussões, pois tem o apoio da gestão sob a direção de Mirtes Inoccencio que cria um espaço agradavelmente fértil para toda a Equipe que convive.

Esses mesmos Vocacionados de Teatro se reúnem semanalmente para ensaios no CEU que se torna referencia de educação, esporte, cultura e lazer para toda a comunidade do entorno e adjacências. 


Nota dez para todos!!! Não somente para os Vocacionados e Gestão, mas os técnicos de som e luz que fazem a cada passo junto com Eles um espaço de formação. Vide o caso de Douglas Soares (foto); jovem vocacionado de teatro que migrou para a cabine de som e inicia-se nos passos do amplo universo da iluminação e sonorização.

É possível fazer uma formação técnica dentro do Vocacional? Isso só o tempo dirá. O que fica claro aqui é a vontade de estar no teatro, não somente no palco; mas iluminando, dirigindo, escrevendo, realizando produções e criações de mídias para a divulgação de processos e produtos.


Mas nem tudo são flores, é preciso dar continuidade ao Projeto Usuário na Linha, fazer maturar junto a toda Equipe citada e trazer cada dia mais a família para compartilhar junto e ser paulatinamente inserida nas cenas que podem ser um ótimo passo para conversar sobre determinados temas, muitas vezes tabus da sociedade atual. Afinal, o CEU é o espaço de convivência e de inovações que possibilitam o cidadão a se conhecer e conhecer uma gama de caminhos a seguir. Isso sim e emancipação.

(André Mustafá - Artistas Orientador CEU Rosa da China)
11.87161741 ou e-mal: artemustafa@gmail.com



sábado, 24 de setembro de 2011

Vocacional - Parte I


Festival de Inverno - CEU ROSA DA CHINA

Esse vídeo documenta a primeira parte do trabalho desenvolvido pelo Artista Orientador André Mustafá, no Programa Vocacional da Secretaria de Cultura e Educação de São Paulo. As Imagens são da unidade do Centro de Estudo Unificado CEU Rosa da China, no bairro de Sapopemba, zona leste, na qual Mustafá foi designado para as orientações junto a esses jovens vocacionados.



Ao chegar no CEU, Mustafá se depara com um problema a ser resolvido; a falta de jovens interessados em teatro. Foi realizado então uma grande manobra de trazer esse publico para frequentar os encontros; por meio da conquista pela doçura, alegria e criatividade.



O que se observa, nesse vídeo é um trabalho feito por Mustafá após três meses de atividades no referido CEU, que reúne não somente os vocacionados, mas parentes e familiares. Para Mustafá a escuta foi importante para deflagrar que neste CEU a família deseja muito participar e se envolver com as atividades junto aos seus filhos.

sábado, 20 de agosto de 2011

VIVA O POVO BRASILEIRO



O POVO BRASILEIRO, de Darcy Ribeiro terá montagem em São Paulo pelo diretor teatral, André Mustafá. Aguardem.

Estudos de maquiagem para o espetaculo



Mustafá irá mesclar duas grandes obras = Viva o povo brasileiro romance histórico escrito por João Ubaldo Ribeiro e publicado em 1984 e O Povo Brasileiro do antropólogo Darcy Ribeiro lançada 1995, que aborda a história da formação do povo brasileiro.



Estudos de maquiagem para o espetaculo



De João Ubaldo Ribeiro, é considerada uma das mais importantes obras da literatura brasileira. Apresenta histórias passadas principalmente na Ilha de Itaparica, mas, também com passagem por Salvador, Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro, percorrendo quatro séculos da história do país.





Inspirado na temática da construção da identidade do povo brasileiro, o romance tem como personagens negros e índios, portugueses e holandeses. Ao invés de representar uma exaltação à história brasileira, o livro faz uma recontagem critico-satírica da mesma, denunciando a devassidão presente no processo de formação do povo brasileiro.






"A realização deste Projeto de Espetáculo só está no inicio, pois o universo cultural e étinico brasileiro é incrivelmente vasto, também não tenho pretenção de fazer um espetáculo que dê conta dessa gama de cores, formas e tecituras... acredito que o mais importante das obras de Darcy e Ubaldo são elos com nossa contemporaneidade descontemporãnea. Vivemos a crise de não nos conhecermos. O nosso povo brasileiro precisa se encontrar, preservar e reconfigurar a nossa historia sem perder o entendimento da tradição e como Ela se manifesta na atulidade. Nao se pode, simplesmente  perder as origens, o espaço genuino das coisas; isso seria o fim sem recomeços." (Andre Mustafá)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PROGRAMA VOCACIONAL

Em 2011, o Programa Vocacional tem como objetivo a instauração de processos criativos emancipatórios por meio de práticas artístico-pedagógicas, tendo como parâmetros definidores dos mesmos os princípios do Programa Vocacional.



Nesse contexto, emancipação é produção de processos de subjetivação. Consideramos como subjetividade o conjunto das condições nas quais indivíduos e/ou coletivos estejam em posição de emergir como território existencial, capazes de estabelecer relações de alteridade, abrindo a possibilidade de serem sujeitos de seus próprios atos e processos. Ao se criar um ambiente propício ao processo criativo, possibilita-se a construção de novas subjetividades.



Para tanto, as práticas artístico-pedagógicas buscam a apropriação dos meios e dos modos de produção ao instaurar novas formas de convivência coletivas, territórios de aprendizado e de transformação mútuas, conjugando a realização de processos artísticos em diálogo com os princípios do Programa.


Entendemos por coletivização dos meios e dos modos de produção a realização de um processo criativo em que todos os envolvidos tenham participação ativa e consciente nas práticas, conceitos, procedimentos e escolhas relacionadas ao discurso poético produzido coletivamente. O modo de produção está ligado à maneira como o grupo se organiza no seu processo criativo, não havendo maneira correta ou incorreta de se organizar. Os meios de produção constituem o conjunto de ferramentas, técnicas ou habilidades, condições concretas e todas as relações que se estabelecem entre os diversos participantes na construção de um objeto específico.



Portanto, prática artístico-pedagógica envolve a criação, de mundos externos e internos, a produção de novas subjetividades, instaurando novas formas de convivência, de aprendizado e de transformação mútuas. A emancipação não é um bem a ser entregue aos artistas-vocacionados, mas sim um devir em criação sem fim, instaurado a partir de práticas criativas comuns.


A ação cultural



Ações capazes de interromper, de desviar o fluxo cotidiano dos hábitos e valores aprisionados pela indústria cultural, possibilitando a expressão de subjetividades dissonantes. Instauração de processos criativos em arte que abracem as contradições e conflitos do debate público, impulsionando a produção de novas subjetividades e construções de sentidos, em processos capazes de constelar novas possibilidades de ser e estar no mundo.





As relações entre forma e conteúdo



Investigar as relações entre forma e conteúdo significa investigar a própria construção artística, experimentando e refletindo sobre a tensão entre o que se é e o que se observa através do mundo. Envolve a conscientização das escolhas geradas ao longo dos processos de criação, na construção de linguagens e sentidos que buscam responder inquietações. É colocar duas questões: o que o artista vocacionado quer dizer para o mundo? A forma escolhida para materializar este discurso poético é sua expressão?



O registro e a memória dos processos



Construir a memória de um processo, por meio de registros constantes em suportes e maneiras diversas, implica em encontrar possibilidades narrativas que tornem o processo criativo coletivamente consciente, por meio do confronto e apreciação ativa de materializações possíveis que refletem instantes da experiência ao longo do processo.




Ao despertar sua capacidade poética de rememoração, os processos criativos podem refletir, aprofundar e rever as práticas vividas.


Apreciação / Contemplação



Assim como organizar desenhos no céu a partir da combinação de estrelas, a apreciação/contemplação é um exercício ativo de imaginação e reflexão sobre a obra que se cria. Tal exercício exigiria assim a transformação do espectador de consumidor a consumador da obra artística. É o artista vocacionado que testemunha o seu próprio processo de criação, que contempla materiais artísticos em devir, que estão surgindo na medida em que o processo artístico - provocado pelo artista-orientador como mestre ignorante - se desdobra.

 


Enfatizamos nessa “flexibilização consciente” a atitude do artista orientador como um pesquisador da linguagem e da pedagogia artística, uma maior autonomia das equipes e fortaleceremos o interesse em abrir o dialogo entre os projetos do Programa Vocacional.
 


sexta-feira, 29 de abril de 2011

A ESCRITURA DRAMÁTICA E O RITO

Este é o artista Sagazan. O que pódemos aprender com ele para o retorno a nossas origens ?

ATOR, PERFORMANCE e OLHARES


Sagazan La Demeure du Chaos
Olivier de Sagazan é um artista francês, pintor, escultor, e performance. nascido em 1959 em brazzaville (congo). Sua obra perturbadora engendrada por sua excentricidade, expressa ululante consternação, a poucos se passa despercebida. Olivier de Sagazan é fantástico no que faz, seja como pintor,escultor e performance, seria impossível optar entre um de seus estilos.
^MOrada dos NOve CaOs^




NOVOS ESPAÇOS PARA O TEATRO


Esse trabalho é o resultado de um intercâmbio artístico entre as companhias Teatro da Vertigem (São Paulo Brasil), Zikzira (Belo Horizonte - MG / Londres - Inglaterra) e o grupo LOT (Lima - Peru). A partir do texto O Esgotado de Deleuze, o trabalho se apropria de uma passagem subterrânea no centro de São Paulo. Interessadas na exploração do espaço público, as três companhias têm em suas trajetórias pesquisas que relacionam o teatro com a dança, as artes plásticas e o cinema.

MEMORIA DO ATOR EM CENA


Elementos fundamentais da memória, historia e espetaculos do Grupo Teatro da Vertigem.





Como pode um espetáculo retornar ao rito: pela mão do encenador, pelo jogo de representações dos atores em cena ou será que é pelo extase do publico dentro do universo sensorial da obra?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ANDRÉ MUSTAFA CRIA DESENHO PARA CAMISAS

Estava andando nas ruas de São Paulo e vi muita arte de rua. Muito grafite bem feito... sentei em um bar e desenhei um personagem com inúmeras referencias de trabalhos de artistas...
 

...fiquei com a impressão de que estava copiando a idéia de alguém... mas fui em frente e passei para uma folha de vegetal...




Daí tive a idéia de tentar fazer uma animação desse personagem no Flash, ou criar uma terceira dimensão dele no 3D Studio Max... sei lá. Mas isso tomaria um tempo maior. Acho que eu ainda farei isso, mas não agora. Resolvi somente colorir.


Realmente o Photoshop é uma "mão na roda". Eu pintei o personagem em menos de quarenta minutos. Sei que não está lá essas coisas todas... mas para onde ir agora? O que fazer desse personagem? Animar ou não animar? Resolvi colocar um fundo...




Coloquei uma luz, uma sombra bem sutil e o efeito da onomatopéia... Já sei o que isso pode me levar!!!



Uma camisa!!! Eu adoraria ver nas estampas das camisas muitas obras das ruas. Acho que isso já existe, mas fica aqui meu processo. Será que eu paro por aqui?

ANDRÉ MUSTAFÁ
11. 87161741
artemustafa@gmail.com

ANDRE MUSTAFA CRIA CROQUIS





André Mustafá foi convidado para criar e desenvolver diversas estampas e modelos para uma linha de verão. Já na fase final da elaboração Mustafá pode em primeira mão mostrar detalhes da produção direto em seu blog.




O que a Cidade de São Paulo precisa? Essa foi uma das pergunta que a Empresa me fez. "Acho que nada; Ela caminha muito bem a passos largos... (risos)" Vendo a moda feminina nas ruas de São Paulo, criei nada de extraordinário, apenas estampas mais leves. São Paulo está quente e as pessoas muitas vezes se estressam por bobagem; então, vamos andar com vento sobre o corpo.

Algo que pudesse ir do trabalho para um local descontraído no final da tarde... bater um papo, assistir um filme, ir em uma exposição ou espetáculo...  Mostrar a beleza e o desenho do corpo paulistano. Se sentir bem.

"Mas como assim moda praia?" Sim! O paulista vai muito a praia, freqüenta clubes, gosta de natação e desce muito para a Baixada Santista: Ilha Bela, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe, São Sebastião... o litoral de São Paulo é extenso e colorido; as pessoas são assim também. Mesmo vivendo no centro do furacão.





Estou criando umas texturas com tons mais terrosos para os mais clássicos. Mas isso não poderei publicar aqui, pois a Empresa quer vender não somente uma idéia, mas atitude e bem estar. 

ANDRÉ MUSTAFÁ (11) 87161741

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A FANTASIA E OUTROS MOTIVOS


A largada da corrida de São Silvestre é um evento único no País que marca espaço na avenida Paulista em São Paulo, não só pela corrida em sí, mas por um forte movimento cultural, político e social que poucas são as vezes que cameras e refletores se debruçam sobre esse prisma. O diretor de teatro, pesquisador e arte educador André Mustafá esteve nos bastidores da São Silvestre e percebeu um universo paralelo de desejos, gritos de liberdade, unidos à muita alegria, divertimento e organização do Evento.

No ultimo dia do ano na São Silvestre todos querem mostrar suas fantasias, seus desejos para o ano novo, se reunir com outros artistas, amigos, familiares... trocar idéias e informações de como pensam e age cada cidadão em seus universos particularizados. Neste dia, o Brasil na Paulista reúnem de norte ao sul, de leste a oeste povos do mundo. Uma comunhão cultura!!!! Crenças políticas, religiosas, étnicas que integram e interagem com jovens, crianças e adultos em um espaço sem violência.

Cada estado representado e mobilizado para estar presente; de corpo e alma na São Silvestre. Não é um simples dia na vida de estudantes, trabalhadores, pai de familia, irmão ou primo... É o dia em que o homem se transforma naquilo que deseja e se mostra para o mundo!!! O sonho torna-se realidade. A imagem fala por mil palavras e todos estão loucos por dizer alguma coisa que o ano todo não tiveram oportunidade de falar, de se expressar. 


Mustafá concorda com Mary Weinstein em um artigo publicado no site "etnocenologia.org" que Ela  apontam o sentido do futuro, com infovias cruzando espaços, e telecomputadores construindo novas realidades, fala-se, mais e mais, sobre o patrimônio material e o imaterial, paulatinamente sedimentados pela continuidade das expressões que os formaram e que seguiram se desenvolvendo. Esses patrimônios são como referências para a sociabilidade, para as relações de existência de comunidades não necessariamente virtuais. E é comum categorizarem-se as duas modalidades, como se elas pudessem ser desconectadas uma da outra.

Assim participar da São Silvestre e de tantos outros eventos culturais à céu aberto que acontecem em todo o Brasil e no mundo é uma forma de não somente preserva o patrimônio imaterial, mas manter tradições, costumes, e padrões de vida que são resiginificados no universo virtual que muitas vezes comunga de uma valores sensoriais perdidos no tempo e no espaço. "Vá para rua, abra os braços, comungue com a vida e deixe a própria natureza das coisas lhe recriar. Isso não lhe fará perder sua ideologia, pelo contrário fortificará laços com seus pressupostos e desatará nós preconceituoso" (André Mustafá).

André Mustafá acredita nessa material massa composta por sonhos de interações espontâneas, que vive por si só: sem esforços múltiplos, mas com a interação de muitos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PAULO FREIRE



O ideal a sabedoria e esperança do Professor Paulo Freire revelam o ímpeto e a vontade amorosa de mudar o mundo: "...é preciso mesmo brigar para que se tenha um mínimo de transformação... faço distinção entre Adaptação no mundo e Inserção no mundo. Na Adaptação há uma adequação; um ajuste do corpo às condições materiais, sociais, climáticas, geográficas e na Inserção é uma tomada de decisão no sentido da intervenção no mundo... Nenhuma realidade é assim mesmo. Toda a realidade está ai submetida a possibilidade da nossa intervenção nela. Como Educador eu posso contribuir para uma assunção critica da possibilidade da passividade. Para que se vá além a essa passividade..." Professor Paulo Freire.

VEJA MAIS SOBRE ARTE EDUCAÇÃO no blog de André Mustafá: http://www.andremustafa.blogspot.com
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Criatividade

KEN ROBINSON

"A escola mata a criatividade"

Consultor de governos europeus, o professor inglês diz que o sistema educacional inibe as habilidades pessoais. E que nem todos precisam ir à universidade


O mundo se divide em duas categorias de pessoas: aquelas que dividem o mundo em duas categorias e aquelas que não.” Arrancando gargalhadas do público de suas conferências, o especialista em educação e criatividade britânico Ken Robinson, 50 anos, questiona por que a maioria das pessoas passa a vida odiando o que faz, “apenas esperando pelo final de semana”, enquanto outras conseguem descobrir seu “elemento-chave”, termo criado por ele que significa a junção do que se faz bem com o que se ama fazer. Robinson conclama o mundo para uma revolução na educação, criando nas escolas um ambiente propício para que os talentos floresçam. Em sua opinião, aquele que não está preparado para errar jamais fará algo de original.


“O atual sistema educacional mata a criatividade”, afirma. “As escolas estão obcecadas em colocar os alunos na universidade”, diz. Professor emérito da Universidade de Warwick, na Inglaterra, Robinson foi consultor de governos europeus, asiáticos e americano. Na Grã-Bretanha, elaborou para o primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) relatórios de estratégias sobre criatividade, cultura e educação e participou do processo de paz da Irlanda do Norte nos anos 90. Alcançou o grande público com seus livros, que defendem a bandeira do talento e da criatividade. Ele já publicou três best sellers traduzidos para mais de 15 idiomas, mas apenas o terceiro, o recém-lançado “O Elemento-Chave” (Ediouro), está disponível para os brasileiros. Sua popularidade aumentou ainda mais depois que suas conferências foram colocadas no prestigioso site TED, palco de palestras de grandes lideranças mundiais.

 

O Elemento Chave é o que uma pessoa faz naturalmente bem, se divertindo e se sentindo confortável. Pode ser qualquer coisa, como tocar guitarra ou ser bom em matemática. Mas encontrar seu elemento-chave não é somente fazer algo muito bem, porque há muitas pessoas que são boas no que fazem. É também amar o que se faz. Se você gosta daquilo que faz bem, efetivamente está em seu elemento.  Mas a maioria das pessoas não tem esse sentimento quando pensa no trabalho delas. Elas levam a vida sem nenhum prazer no que fazem. Frequentemente, não estão fazendo a coisa certa – e não sabem qual é a coisa certa. Então apenas tocam a vida, sem nenhum sentido.

Uma das formas de perceber se você está em seu elemento é analisar, por exemplo, seu senso de tempo. Se você faz alguma coisa de que gosta, uma hora pode passar em cinco minutos. E o contrário também é verdadeiro. Se você faz alguma coisa de que não gosta, cinco minutos se tornam uma hora e você passa a semana apenas esperando pelo sábado e o domingo. Além disso, se a pessoa faz o que gosta, no fim de semana se sente fisicamente cansado, mas não espiritualmente. Se perguntar por que essas pessoas não fariam outra coisa, não vão nem entender o que você quer dizer, vão dizer que o que elas fazem na vida é o que amam fazer, não se imaginam fazendo outra coisa e não querem mudar.


A primeira lição é acreditar que todos nós temos talentos naturais e habilidades reais. Mais do que isso, temos o direito de descobrir e explorar isso. É preciso ter fé em nós mesmos. Uma recomendação é a pessoa gastar um tempo consigo mesma, para pensar o que ela realmente gosta de fazer e o que teria prazer de fazer para a vida toda. Depois que descobrir, é preciso estar disposta a arriscar, aproveitar e explorar essas oportunidades e talentos, tentando várias coisas diferentes, se deixando sentir tolo às vezes, sabendo lidar com críticas e enfrentando os próprios medos.

As pessoa pode descobrir seu talento em qualquer idade. Conheço pessoas que encontraram seu elemento-chave quando já não eram mais jovens. Semanas atrás, por exemplo, estava conversando com uma senhora de 50 anos que disse que achava que era muito tarde para ela, pois sua grande vontade era dançar balé. Eu disse que provavelmente era realmente tarde para ela ser a dançarina principal do Ballet Bolshoi e perguntei qual era o aspecto do balé de que ela gostava, porque se tivesse a ver com ser capaz de mover o corpo com a música, então por que não experimentava outros tipos de dança? Há muitos outros tipos de dança que ela poderia experimentar. Outro exemplo é uma tataravó que conheço que resolveu estudar direito e acabou de terminar o curso. Antes, ela não podia, estava criando uma família.


 
Geralmente, quem está em seu elemento diz isso: que teve muita sorte. Mas esses “sortudos” tiveram atitudes diferentes na vida, em comparação aos insatisfeitos. Claro que os primeiros tiveram oportunidades e circunstâncias para tirar proveito, mas ainda assim correram riscos e desejaram tentar algo diferente. Estiveram abertos às oportunidades e enfrentaram a forte oposição de parentes e amigos, que achavam que o que eles faziam não era ­usual. Souberam lidar com as críticas.

 Sim, se elas se sentem igualmente propensas a fazer coisas diferentes, não há regras para isso. Além do que, o elemento-chave pode mudar de tempos em tempos: num momento nos sentimos bons em algo e depois em outra coisa. Isso tudo tem a ver com energia, nossas vidas não passam de energia. Precisamos conectar nossas energias às nossas paixões e fazer coisas que tenham significado e propósito. Isso não é novo, é encontrado fortemente em diversas tradições que respeitam a parte espiritual e a energia.



A principal causa das pessoas acharem que não tem talento é a educação. Nosso sistema de educação formal tem 200 anos e durante esse tempo falhamos em conectar os estudantes aos seus talentos. A escola mata a criatividade. Fazemos um uso pobre dos nossos talentos. O sistema é obcecado com as habilidades acadêmicas, em levar os alunos para a faculdade. Nem todo mundo precisa ir para a universidade, nem todo mundo precisa ir na mesma época da vida. Conversei com um rapaz que é bombeiro e ele disse que sempre quis ser bombeiro, desde criança, mas não era levado a sério porque costumam achar que todo garoto sonha em ser bombeiro. E ele ouvia de um professor que iria desperdiçar seu talento. Mais tarde, ele salvou a vida deste professor. Ou seja, as comunidades dependem da diversidade de talentos, não de uma só concepção. 

Somos formados por um sistema educacional fast-food, em que tudo é padronizado, industrializado. Temos de mudar isso para uma educação manufaturada, orgânica. E aprender que o florescimento humano não é um processo linear e mecânico, mas orgânico. A educação precisa ser customizada para diferentes circunstâncias e personalizada. É preciso criar um sistema em que as pessoas busquem suas próprias respostas.


Exemplo concreto disso são as escolas gastam muito tempo com matemática, por exemplo, mas há muito pouco de arte, que, para mim, é fundamental em nossas vidas. As artes visuais e a dança são expressões dos sentimentos humanos, da nossa cultura, mas nas escolas são deixadas de lado, ou pior, até ignoradas. As escolas são obcecadas com um tipo específico de talento e acabam ignorando os outros. Desde a minha juventude, estive cercado de pessoas que me pareciam extremamente talentosas, divertidas e interessantes, mas que estavam profundamente frustradas e pensavam que não tinham nenhum talento, não acreditavam que poderiam conquistar algum respeito. Ao mesmo tempo, também conheci outras que alcançaram muitas coisas. Sempre achei que a educação era a solução para isso.

É preciso tornar a educação mais pessoal, em vez de linear. A vida não é linear. Embora isso seja difícil, não há outra alternativa. Se quisermos encorajar as pessoas a pensar, temos que encorajá-las a ser aventureiras e a não ter medo de cometer erros. Ao longo da vida, os indivíduos vão se tornando mais conscientes e constrangidos e ficam com medo de cometer erros, porque passam por situações em que dão respostas erradas, se sentem estúpidos e não gostam deste sentimento. É preciso criar uma atmosfera, tanto na escola quanto no trabalho, em que não há problema em estar errado.


Muitos sistemas educacionais pelo mundo estão sendo reformados. Mas reformar é inútil agora. Precisamos de uma revolução na educação, transformá-la em outra coisa. Inovar é difícil porque é preciso lidar com coisas não óbvias, fora do senso comum. As crianças hoje, por exemplo, vivem em um mundo digitalizado, enquanto nossa educação é do século passado. Eu sei que é um trabalho árduo, que implica um grande esforço para ser revertido, mas no mundo inteiro há países que estão tentando consertar isso com seriedade. Os pais também têm seu papel e eles devem começar por dar o exemplo, ou seja, eles próprios aprendendo mais sobre seus talentos.


E é possível recuperar a criatividade depois de ser educado dessa forma impessoal. Primeiro você precisa entender o que é criatividade. As pessoas pensam que ser criativo é fazer coisas especiais e que poucas pessoas são especiais. Ou, então, que pessoas criativas são aquelas com espírito mais livre e um pou­co loucas. Mas para ser criativo basta que você esteja executando qualquer coisa, ninguém é criativo na esfera abstrata. E isso pode ser resgatado em qualquer momento da vida.


Ter um mentor é sempre útil, alguém que o encoraje e veja talentos que nem mesmo você sabe que tem. Pode ser os pais, um amigo, vizinho, parente. Ter alguém que o encoraje pode fazer toda a diferença.


Na foto, André Mustafá recriando novos espaços (internos e externos) para o fazer e o agir criativo de seus educandos.
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